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III Curso Livre Marx-Engels

 

Com o objetivo de renovar o interesse pela leitura e pelo estudo da obra de Karl Marx e Friedrich Engels, a Boitempo Editorial, em parceria com o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e Centro de Pesquisas 28 de Agosto, promoveu a terceira edição do Curso Livre Marx e Engels.
 
Ocorrido entre os dias 18 de agosto e 22 de setembro de 2012, o curso contou com aulas abertas e gratuitas sobre 15 obras dos filósofos, cada uma delas ministrada por um importante intelectual marxista brasileiro:
 
- A ideologia alemã, por Emir Sader
- Manifesto Comunista e Crítica do Programa de Gotha, por Osvaldo Coggiola
- Sobre a questão judaica e Sobre o suicídio, por Arlene Clemesha
- Crítica da filosofia do direito de Hegel e O socialismo jurídico, por Alysson Mascaro
- A sagrada família, por Antonio Rago Filho
- Grundrisse, por Mario Duayer
- A guerra civil na França e O 18 de brumário de Luís Bonaparte, por Antonnio Carlos Mazzeo
- A situação da classe trabalhadora na Inglaterra, por Paulo Barsotti
- Manuscritos econômico-filosóficos, por Ruy Braga
- Lutas de classes na Alemanha e Lutas de classes na França, por Michael Löwy
 
 
Emir Sader | A ideologia alemã | Aula 1

Livro online: http://www.marxists.org/portugues/marx/1845/ideologia-alema-oe/index.htm

 

Osvaldo Coggiola | "Manifesto Comunista" e "Crítica do Programa de Gotha" | Aula 2

Livros online:

Manifesto comunista

http://www.marxists.org/portugues/marx/1848/ManifestoDoPartidoComunista/index.htm

Crítica do Programa de Gotha

http://www.marxists.org/portugues/marx/1875/gotha/index.htm

 

Arlene Clemesha | Sobre a questão judaica e Sobre o suicídio | Aula 3

Livro online: http://www.marxists.org/portugues/marx/1843/questaojudaica.htm

 

Alysson Mascaro | Crítica da filosofia do direito de Hegel | O socialismo jurídico | Aula 4

Livro online: http://www.marxists.org/portugues/marx/1844/criticafilosofiadireito/index.htm

 

Antonio Rago | A sagrada família | Aula 5

Livro online: http://www.marxists.org/espanol/m-e/1840s/sagfamilia/index.htm

 

Mario Duayer | Grundrisse | Aula 6 | III Curso Livre Marx-Engels

Livro online: http://www.marxists.org/archive/marx/works/download/Marx_Grundrisse.pdf

 

Antonio Carlos Mazzeo | O 18 Brumário de Luís Bonaparte | A guerra civil na França | Aula 7

Livros online:

18 Brumário de Luis Bonaparte: 

http://www.marxists.org/portugues/marx/1852/brumario/index.htm

Guerra Civil em França: 

http://www.marxists.org/portugues/marx/1871/guerra_civil/index.htm

 

"A situação da classe trabalhadora na Inglaterra", por Ricardo Antunes

Livro online: http://www.marxists.org/portugues/marx/1892/01/11.htm

 

Ruy Braga | Manuscritos econômico-filosóficos | Aula 9

Livros online: http://www.marxists.org/portugues/marx/1844/manuscritos/index.htm

 

Michael Löwy | Lutas de classes na Alemanha | As lutas de classes na França | Aula 10

Livros online: http://www.marxists.org/portugues/marx/1850/11/lutas_class/index.htm

 

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Emir Sader relembra o 11 de setembro do Chile Tags: Emir Sader 11 de setembro Chile Salvador Allende Allende golpe militar ditadura chilena Pinochet Estados Unidos América Latina democracia

 

Emir Sader relembra o 11 de setembro do Chile

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Minhas lembranças do 11 de setembro

Por Emir Sader

Não era a primeira vez que eu despertava com os ruídos dos aviões sobrevoando a região. Dois meses e meio antes, no final de junho, tinha vivido essa circunstância angustiante. Tinha descido correndo até o Palácio da Moeda, que ficava a duas quadras do prédio de apartamento central onde eu morava.

A imagem era a que voltaria a presenciar poucas semanas depois: tropas cercando o palácio presidencial. Setores das FFAA mais radicalizados forçavam o resto das instituições militares a acelerar o golpe em preparação. Mas as condições não estavam dadas, a tal ponto que o Comandante-em-chefe das FFAA ainda era leal a Allende – Carlos Prats, que percorreu todos os quartéis rebelados e, com argumentos e força moral, conseguiu a rendição dos golpistas.

Nessa noite, com a Praca da Constituição, em frente ao Palácio da Moneda, mais lotada do que nunca, Allende optou por consagrar as autoridades militares vigentes, não apenas, com justiça, a Prats, mas aos comandantes das outras armas, suspeitos de estar nas articulações golpistas. Estes seguiram seus planos, conseguiram tirar Prats e substituí-lo por Pinochet que passou, agora de dentro do governo mesmo, a articular o golpe.

No dia 4 de setembro, aniversário da vitória eleitoral de Allende, três anos antes, a maior multidão que o Chile tinha conhecido saiu às ruas para expressar seu apoio ao governo. Mas nada brecou as articulações golpistas. Quando Allende se preparava, dia 11 à noite, para fazer um pronunciamento ao país em rede de radio e televisão, os militares golpistas, alertados por Pinochet, anteciparam o golpe, aproveitando-se também das manobras militares de um porta-aviões norte-americano, no porto de Valparaíso.

Assim, poucas semanas depois, voltei a ser acordado pelo zumbido dos aviões sobrevoando. Desta vez não havia dúvidas que era uma nova tentativa de golpe, desta vez a definitiva. Desci da mesma maneira e fui à Praça da Constituição. Desta vez o Palácio da Moeda estava cercado por um contingente claramente maior de tropas.

Santiago já estava sendo ocupada, Valparaíso era a sede do movimento golpista, que tomava as rádios e TVs e Pinochet anunciava o ultimato a Allende, com prazo do meio dia, hora em que o Palácio da Moeda seria bombardeado. Paralelamente mandaram a Allende a proposta de que ele abandonasse o Palácio, com seus parentes, para ser enviado por helicóptero ao exterior. Ressoou por toda a Cordilheira o palavrão com que Allende rechaçou a oferta dos golpistas.

Allende se dirigiu pela última vez ao povo na rádio da central sindical, seu famoso discurso em que anuncia que “mais cedo do que se imagina as grandes alamedas da democracia se reabrirão no Chile”. E seguiu resistindo, a partir da janelinha mais alta do Palácio, de onde se dirigia ao povo, com o capacete que os mineiros tinham dado a ele a o fuzil soviético AK-47 que Fidel tinha lhe presenteado. Allende, um pacifista por excelência, empunhava armas para defender a democracia e o mandato que o povo lhe havia concedido.

O prazo foi adiado um pouco, mas finalmente os caças bombardeiros ingleses despejaram todo seu poder de fogo sobre o palácio presidencial, símbolo da extraordinária continuidade democrática chilena, só rompida, até ali, em dois breves momentos, desde 1830. A imagem que se reproduz sempre é significativa do que se vivia naquele momento: um presidente legitimamente eleito pelo povo chileno, cercado pelos militares golpistas, bombardeado, como resultado de um complô que tinha se iniciado assim que Allende ganhou as eleições, antes mesmo que tomasse posse.

Em reunião no Salão Oval da Casa Branca, Agustin Edwards, proprietário do jornal El Mercurio, se reuniu com Nixon e com Kissinger, começando a planejar o golpe. Kissinger afirmou que era preciso “salvar o povo chileno das suas loucuras”. Essa articulação desembocou no golpe, na destruição da ditadura chilena e na instauração do regime mais feroz que o Chile conheceu.

Allende preferiu o suicídio a abandonar o Palácio vivo. Neruda morre poucos dias depois de 11 de setembro. Victor Jara teve seus pulsos amputados e morreu no então Estádio Chile, rebatizado no fim da ditadura como Estádio Victor Jara. Milhares de pessoas foram presas, torturadas, assassinadas, desaparecidas, exiladas. A democracia chilena foi destruída, com ela o Parlamento, a Justiça, os sindicatos, os partidos políticos, a imprensa democrática.

Tudo começou naquele 11 de setembro. Fui detido, junto com outros brasileiros, numa delegacia de polícia, assim que o toque de recolher foi suspenso e pudemos sair à rua. O Estádio Chile estava superlotado, não sabiam o que fazer com tanta gente esperando nas delegacias. Antes que voltasse o toque de recolher, liberaram uma parte dos presos, com o que pudemos ser liberados. Há 38 anos. O Chile começava a viver apenas o início do inferno de terror da ditadura pinochetista.

Fonte: Carta Maior

 

Vídeo sobre o golpe militar no Chile

 

Assista o mini-curso: A Batalha do Chile

 

A China e os dilemas do socialismo periferico Tags: China Emir Sader países comunistas China comunista Revolução Cultural Mao Tsé Tung capitalismo socialismo URSS Cuba periferia comunismo

 

A China e os dilemas do socialismo periférico
Por Emir Sader
 
 
 
Na visão de Marx, o socialismo surgiria nos países do centro do capitalismo. Com as forças produtivas mais desenvolvidas, com as classes sociais mais constituídas, a luta de classes apareceria de forma mais direta. O socialismo surgiria, dialeticamente, como a incorporação – do desenvolvimento das forças produtivas – e como sua negação – a socialização dos meios de produção, no lugar da sua propriedade privada, no capitalismo, haveria a socialização da produção e dos seus produtos, ao invés da sua apropriação privada.
 
O enredo concreto da história se deu de forma distinta. A primeira ruptura com a cadeia mundial de dominação imperialista acabou dando-se na periferia – na Rússia -, onde, segundo Lenin, as contradições se deram de maneira mais aguda, o poder – tzarista – era mais frágil, mais fácil de ser abatido. No entanto, segundo o mesmo Lenin, se era mais fácil tomar o poder na Rússia atrasada, era muito mais difícil construir o capitalismo – por essa mesma razão: o atraso das forças produtivas.
 
O próprio Lenin explicava o deslocamento das contradições mais agudas do centro para a periferia como um fenômeno produzido pela própria exploração colonial. Um império como o britânico, dividiria com a classe trabalhadora inglesa os ganhos na exploração colonial, diminuindo os conflitos dentro do pais e cooptando a setores da classe trabalhadora – no fenômeno que ele chamou de “aristocracia operária” -, aumentando, ao mesmo tempo, as contradições na periferia, superexplorada. Dessa forma se exportariam as contradições para a periferia, criando a contradição apontada por Lenin: mais fácil a conquista do poder, mais difícil a construção do socialismo.
 
Daí a expectativa que a revolução em um país europeu fosse resgatar o poder revolucionário na Rússia – além do mais, enfrentado a mais de 10 exércitos estrangeiros no seu próprio território, tentando derrubar o poder bolchevique. A Alemanha seria o elo mais frágil da cadeia imperialista – depois da Rússia -, derrotada na guerra, massacrada pelos acordos de pos-guerra, inviabilizada sua reconstrução pelas represálias tomadas contra ela. Ali as contradições se condensavam se maneira profunda. Alguma saída radical esperava a Alemanha.
 
Derrotado o movimento Espartaco, dirigido por Rosa Luxemburg e Karl Liebknecht, o campo ficava livre para a outra alternativa radical, desta vez de direita: o nacional socialismo, de Hitler. E a URSS ficava condenada ao isolamento. No pós-guerra, a Europa se reconstruía e mesmo os partidos social democratas não apoiavam a URSS, criticando sua via “totalitária” e deixando assim apenas para os em geral pouco representativos comunistas a solidariedade com a URSS.
 
No plano interno, a política inicial do governo bolchevique foi a do “comunismo de guerra”, isto é, enquanto enfrentava a contrarrevolução aberta e diretamente apoiada pelas potencias ocidentais, se fazia uma distribuição igualitária dos poucos bens que se dispunha. Passado esse momento, Lenin formulou uma nova política econômica, que visava estimular os camponeses – que realizavam seu sonho de acesso à terra, enquanto nas cidades se colocava em pratica um programa socialista, com a expropriação das grandes empresas pelo Estado.
 
Em seguida à morte de Lenin, a situação se deteriorou, com os camponeses deixando de vender ao Estado, que não tinha com que pagar-lhes, para vender no mercado negro interno, assim como também para as forças contrarrevolucionarias. A situação das cidades e do próprio governo foi se tornando cada vez mais difícil.
 
Com a morte de Lenin se desenvolveu a discussão entre Stalin e Trotsky sobre como seguir adiante com o novo regime, diante o isolamento da URSS. Sem resumir aqui com detalhes o grande debate, Trotsky considerava que era necessário colocar os principais esforços na extensão da revolução, sem a qual, considerava ele, seria asfixiada e derrotada ou desfigurada internamente pela burocracia. Stalin considerava que haveria que consolidar o processo internamente, dado que não havia perspectivas revolucionarias no horizonte, o que os obrigava a concentrar os principais esforços no foro interno de consolidação do poder bolchevique.
 
Stalin triunfou e teve que enfrentar o problema herdado de antagonismo crescente entre os interesses dos trabalhadores urbanos e os camponeses, que foi se agudizando cada vez mais. Até que Stalin, acusando aos camponeses de queres asfixias o processo revolucionário e de serem coniventes, de forma expressa ou implícita, com a contrarrevolução, promoveu, a partir de 1929, uma expropriação violenta e maciça dos camponeses, estatizando suas terras.
 
Essa foi a forma que assumiu na URSS a “acumulação socialista primitiva”, isto é, a forma do socialismo, na periferia pobre, dar o salto que lhe poderia possibilitar o desenvolvimento das forças produtivas que Marx supunha indispensável para a construção do socialismo. A via soviética permitiu ao regime uma industrialização compulsiva durante toda a década de 1930, que possibilitou que a URSS pudesse, heroicamente e contando com suas próprias forças, inclusive sua própria indústria bélica, derrotar o exército mais poderoso do mundo naquele momento, o alemão, permitindo não apenas sobreviver, com grandes sofrimentos, a URSS, como possibilitou a contra ofensiva que terminou com a derrubada do poder nazista, concretizado pelas tropas soviéticas.
 
Mas o preço interno não foi simples: por um lado, uma ferida que o regime soviético nunca superou com os camponeses e a economia agrícola, que até o final foi um dos pontos fracos da URSS, que teve que importar alimentos até sua desaparição, várias décadas depois. E, por outro lado, se deu o chamado processo de estalinização tanto do poder soviético – de que os Processos de Moscou foram a expressão mais sistemática e cruel, liquidando grande parte da liderança que tinha feito a revolução, sob a liderança de Lenin – como praticamente liquidando com a democracia interna nos partidos comunistas.
 
Ficava a resolver o problema do salto que poderia permitir a construção do socialismo em países pobres, da periferia capitalista. Que lições tiraria a China, que poucas décadas depois teve que enfrentar um problema similar.
 
Terminado o período convulsionado da Revolução Cultural, o cenário do país não poderia ser mais dramático. 200 milhões de desempregados vagavam pelo país, a estrutura estatal estava completamente fragilizada, o sistema educacional desfeito, os centros de pesquisa, desarticulados. Em suma, um país a reconstruir.
 
Com que experiências poderiam contar os chineses para enfrentar seus problemas? Com uma URSS fossilizada, prestes a entrar no período final da sua existência. Com experiências trágicas como as de Kampuchea e da Albânia, em que as tentativas de construir um igualitarismo na miséria tinham levado a tiranias.
 
O atraso e a miséria em que se mantinha a China impunha um forte impulso de desenvolvimento econômico. Realizar, à sua maneira, a acumulação socialista primitiva, como havia sido teorizada por Preobrazhensky, para que os países que rompessem com o sistema capitalista, na periferia do sistema, com desenvolvimento econômico baixo, pudessem realizar o salto histórico que possibilitasse a construção do socialismo.
 
A URSS tinha tratado de realizar esse salto mediante a expropriação maciça dos camponeses – pequenos, médios e grandes proprietários -, com as consequências negativas que apontamos na primeira parte deste texto. A China aprendeu dessas lições e buscou alternativas. A primeira foram os capitais de chineses da diáspora, nas proximidades da própria China, em Hong-Kong, Taiwan, Japão, Coreia do Sul, entre outros.
 
Esse movimento foi acompanhado pelo que o projeto dirigido por Deng-Xiaping caracterizava como reforma (política), abertura (econômica) e modernização (tecnológica). A primeira buscava institucionalizar estruturas politicas desmanteladas ou diretamente dependentes de lideranças pessoais. A segunda, para permitir o afluxo dos recursos indispensáveis para que a China retomasse o crescimento econômico. A terceira, o concentrado esforço para desenvolver tecnologicamente o país, para permitir a construção de estruturas econômicas próprias.
 
Foi a respeito deste tema que a frase de Deng tornou-se famosa “Não importa a cor do rato, contanto que ele pegue o rato.” Na contramão mais direta da Revolução Cultural, que acentuava o caráter de classe de tudo, em especial da tecnologia, Deng pregava a utilização das distintas formas de tecnologia, contanto que satisfizessem a necessidades e a objetivos econômicos buscados.
 
A China entrou em um processo de crescimento econômico sem comparação na história da humanidade, pelo ritmo de crescimento – média de 10% ao ano durante mais de três décadas já – e pelo resgate de 300 milhões de pessoas da miséria. Para isso contou com aqueles capitais mencionados e, posteriormente, com capitais de todo o mundo. Atraídos pelas condições favoráveis de produção – mão de obra barata, qualificada, disciplinada, infra estrutura -, mas também de consumo: o mercado em maior expansão no mundo.
 
A via escolhida pela China permite colocar várias questões, entre elas, se a dose de capitais privados não é suficientemente grande para impor sua lógica de acumulação privada ao conjunto da economia e, em que medida, o contrapeso da regulação estatal é suficiente? O que não se pode é recusar essa via, sem contrapor alguma outra, viável, que responda às demandas da acumulação socialista primitiva – passo indispensável para que a construção de uma alternativa ao capitalismo na periferia seja possível.
 
É preciso levar em conta que a via soviética fracassou, que a cubana se esgotou e que os vietnamitas escolhem uma via similar à chinesa. Além de que Cuba se coloca questões semelhantes àquelas colocadas pela China, mesmo que não venham a optar por um caminho similar, embora a direção pareça ser mais ou menos a mesma, embora com uma dosagem muito menor de abertura para o mercado internacional.
 
Esse conjunto de questões devem ser encaradas, para que o enigma da China possa ser entendido no seu verdadeiro sentido, deixando-se de lado os preconceitos que a imprensa ocidental e alguns enfoques sectários e/ou liberais dentro da própria esquerda colocam
 
Restam temas como a democratização, a super-exploração dos trabalhadores, as questões do meio ambiente, que merecem, por sua própria importância, uma abordagem particular. Mas, por ora, as questões levantadas neste texto podem servir para colocar reflexões concretas sobre o sentido da China no século XXI.
 
Fonte: Carta Maior
 
 
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