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Privataria Tucana: video sobre o livro que revela corrupcao entre PSDB, Midia e Daniel Dantas Tags: privataria tucana privatização corrupção PSDB FHC Serra Daniel Dantas Rede Globo Folha de São Paulo Estadão Veja PIG livro do Amaury

 

A Privataria Tucana

o livro que revela corrupção entre PSDB, Mídia e Daniel Dantas

 

 

"Privataria Tucana": o vídeo sobre a reportagem da década

Em entrevista transmitida ao vivo pela internet na noite de sexta-feira (9), o jornalista Amaury Ribeiro Jr deu detalhes de algumas das operações financeiras fraudulentas que descreve em seu livro, "A Privataria tucana". As respostas não popuparam os tucanos, a imprensa e até o PT. O autor foi entrevistado, por cerca de três horas, pelos jornalistas Renato Rovai, Rodrigo Viana, Luis Nassif, Luiz Carlos Azenha, Gilberto Maringoni, Conceição Lemes, Altamiro Borges e outros. Vale  ver até o fim.

 

 

A obra trata de desvios de recursos durante as privatizações de empresas públicas no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Sobre o episódio em que foi acusado de montar dossiês contra lideranças do PSDB durante a eleição de 2010, o jornalista reiterou a versão apresentada à época, de que houve "fogo amigo" dentro do próprio PT.

Para o autor, as privatizações do período tucano tiveram um único propósito: "Foi para algumas pessoas enriquecerem, acumular fortuna pessoal. Não teve nada a ver com progresso, bem do país, nada disso". Segundo ele, José Serra, ex-governador de São Paulo e candidato derrotado à Presidência da República em 2002 e 2010, foi um dos principais beneficiários das "maracutaias" financeiras da venda de estatais.

O teor do livro reforça sua convicção. "Mais da metade do livro é documento, não é texto (opinativo). E são documentos disponíveis pra consulta aberta, não tem nada conseguido com sigilo, estão na Polícia Federal."

 

 

O jornalista disparou diversas críticas à imprensa que, segundo suas investigações, mantém laços financeiros com grupos econômicos e políticos. "O (banqueiro) Daniel Dantas é sócio da Abril, manda na Veja", acusou. Também avaliou o papel que setores da mídia desempenharam na campanha presidencial de 2010 - "A imprensa foi canalha com a Dilma."

Para Ribeiro Júnior, o despreparo de grande parte dos jornalistas do país contribui para que esquemas de lavagem de dinheiro passem praticamente despercebidos do grande público. "Não é fácil seguir o caminho do dinheiro. As leis dos países facilitam a existência de paraísos fiscais e de empresas offshore. O público só se interessa quando aparece dinheiro em cofre, dentro de meias ou de cuecas. Mas isso é insignificante perto do que essa gente do poder faz."

O jornalista disse esperar que seu livro contribua para que sejam criados mecanismoss para regular o mercado financeiro mundial "Tem acabar com parcerias de empresas brasileiras com entidades off-shore, operações casadas em bolsa de valores, poder abrir empresas em paraísos fiscais e operar em outros países. Enquanto isso não acontecer, o crime organizado vai sempre nos vencer."

 

Fogo amigo

Ribeiro Júnior reiterou a versão apresentada durante a campanha eleitoral de 2010 de que foi vítima de uma disputa interna no PT quando foi acusado de ter forjado dossiês contra lideranças do PSDB. À época, circularam declarações de imposto de renda de tucanos que teriam envolvido quebra de sigilo junto à Receita Federal.

O jornalista atribuiu ao deputado estadual Rui Falcão (PT), atualmente presidente do PT, que disputava espaço dentro da campanha com Fernando Pimentel, hoje ministro do governo Dilma, a origem da acusação. Em abril deste ano, Rui Falcão chegou a ingressar na Justiça com queixa-crime contra Amaury Ribeiro Júnior.

Fonte: Rede Brasil e o canal de HervalJ do Youtube.

Fonte: Vermelho

 

APROVEITE E VEJA COMO O PSDB TRATAVA O POVO BRASILEIRO

 

Espalhem o vídeo para que esse bando de ladrões nunca mais volte ao poder no nosso país!

 

Partido pra que?: por Mouzar Benedito Tags: Partido PT PSDB PMDB democracia Brasil trabalhadores greve correios professores sindicalismo petista Lula Aécio

 


 

Partido pra quê?

Por Mouzar Benedito

Com a greve dos correios, lembrei-me dos tempos de fundação do PT, quando um núcleo do partido funcionava na minha casa.

O carteiro da região me entregava a correspondência do partido todo animado e se revelou um petista dos mais militantes. Não tinha muito tempo para conversar com a gente no horário de trabalho, mas sempre pedia e dava notícias e inspirava muito otimismo. Eu o encontrava nas manifestações que ocorriam aos domingos e, aí sim, conversávamos.

Estávamos numa ditadura agonizante e o carteiro achava que com democracia tudo haveria de melhorar. Com o PT defendendo os trabalhadores, melhor ainda. Seria o fim dos tempos em que as correções salariais, por exemplo, eram baixadas por decreto, sem chance de negociação.

Até eu me mudar de casa, ainda antes do fim da ditadura, ainda o encontrei em manifestações, mas depois as manifestações foram raleando e não o vi mais, mas imaginava sua alegria vendo o PT crescer, ganhar prefeituras importantes e governos de estados, já em plena “democracia”.

Mas sei que seu emprego não melhorou nos sucessivos governos federais. Quando Lula chegou à presidência, acho que ele já devia estar aposentado, ganhando pouco, o que não mudou muito com Lula, por sinal.

Uma das coisas que todos nós imaginávamos é que com o PT no poder acabaria o tempo em que o Estado se negaria a negociar com os trabalhadores. O patrão (o governo, no caso) fazia uma proposta escrota e não arredava o pé, tendo como consequência uma greve. Aí o patrão-governo dizia que não negociava com trabalhadores em greve e por fim a Justiça resolvia a coisa a favor do patrão, ameaçando o sindicato com multas e outras coisas.

Mas aos governos, sejam de que partido forem, parece que o que interessa é agradar o deus mercado, mostrar para ele que não foge de suas regras. Se o banqueiro, o executivo de multinacionais e os empresários nacionais “negociam” de um jeito, por que o governo faria de outro? A gente poderia responder: “Porque tal partido foi criado para ser diferente”. Mas a coisa mudou.

Acredito que o carteiro petista de primeira hora daquele início dos anos 1980, se estiver vivo, está aposentado e escapou de ver como o PT como patrão negociou com os funcionários dos Correios, que finalmente, obrigados pela Justiça, voltaram para o trabalho com o rabo entre as pernas.

Se estiver vivo, o carteiro pode se lembrar de uma velha máxima do reinado de Pedro II, quando o Partido Conservador, liderado por grandes pecuaristas, usineiros e fazendeiros em geral representava o status quo, o poder centralizado, e tinha como oposição o Partido Liberal, mais urbano, cheio de bacharéis e comerciantes, defensor da federalização da monarquia, progressista. Pois quando chegou ao poder, o Partido Liberal se revelou muito semelhante ao Conservador. Daí a máxima da época: “Nada é mais parecido com um conservador do que um liberal no poder”.

Assim tem sido no Brasil.

Mas que não se assanhem os conservadores dos tempos atuais, dizendo que com eles a coisa é melhor. Aliás, a tal máxima tem uma segunda parte: “… e nada mais parecido com um liberal do que um conservador na oposição”.

Tucanos e afins podem fazer boas propostas como oposição, mas no poder… Basta lembrar dos oito anos de governo FHC para ver como eles tratam os trabalhadores. Foi de FHC a iniciativa de “quebrar a espinha” do sindicalismo, a partir do não cumprimento pelo governo de um acordo feito com os petroleiros, logo no início do governo dele. Com a cumplicidade da imprensa, os trabalhadores foram demonizados, culpados por todos os males do Brasil, embora tenha sido o governo que não cumpriu o acordo.

E basta ver também o que acontece em Minas até hoje. Lá, em oito anos de governo, Aécio Neves, com seu “choque de gestão”, tendo a imprensa como aliada, ficou famoso como um grande administrador, mas sua grande obra foi governar oito anos sem dar aumentos, sufocando os trabalhadores. E seu sucessor continua na mesma linha.

A profissão de professor chegou a ser boa em Minas, pelo menos melhor do que em São Paulo, outro reino tucano. Sob o tucanato virou subemprego. E viva Aécio Neves! E viva Anastasia!

Ah, tem os governos do PMDB… Vejam no Rio, por exemplo, o que faz Sérgio Cabral (o filho – sempre procuro livrar a cara do pai) com o professorado e com os bombeiros. Grevista, pra ele, é bandido.

Não vejo entre os partidos algum que tenha postura diferente, a não ser os que nunca chegaram ao governo. Alguns pequenos podem até ser coerentes hoje, mas no sistema existente, se quiserem chegar ao poder e se manter nele, têm que entrar na onda, virar uma feira da barganha.

É um sistema corrupto e pró-capital, por natureza, e os partidos se submetem a ele. Ética e política não combinam, já se diz há muito. E nesse sistema, menos ainda. Sem uma base forte, que se compra com cargos e vistas grossas, não se governa. Não precisamos de reforma partidária. Precisamos mudar o sistema todo, para um que seja democrático de verdade, sem esse penduricalho inútil chamado partido.

***

Mouzar Benedito, jornalista, nasceu em Nova Resende (MG) em 1946, o quinto entre dez filhos de um barbeiro. Trabalhou em vários jornais alternativos (Versus, Pasquim, Em Tempo, Movimento, Jornal dos Bairros – MG, Brasil Mulher). Estudou Geografia na USP e Jornalismo na Cásper Líbero, em São Paulo. É autor de muitos livros, dentre os quais, publicados pela Boitempo, Ousar Lutar (2000), em co-autoria com José Roberto Rezende, Pequena enciclopédia sanitária (1996) e Meneghetti – O gato dos telhados (2010, Coleção Pauliceia). Colabora com o Blog da Boitempo quinzenalmente, às terças-feiras.

Fonte: Blog da Boitempo

FHC defende a legalizacao da maconha. E se fosse o Lula? Tags: FHC Fernando Henrique Cardoso legalização da maconha maconha Lula VEJA GLOBO mídia golpista PIG marcha da maconha COMUNISTAS manipulação

 

FHC defende a legalização da maconha.  E se fosse o Lula? 

 

 

Repercussão

 

Repercussão internacional

 

Políticos honrados iriam defender a moral e os bons costumes no congresso

 

A sociedade civil se mobilizaria na grande  MARCHA DA FAMÍLIA COM DEUS PELA LIBERDADE CONTRA A LEGALIZAÇÃO DAS DROGAS PELA PENA DE MORTE FORA DILMA... CANSEI

Para o Exército, PT seria incubadora de terroristas Tags: ditadura militar guerrilha tortura Brasil: nunca mais ORVIL dom Paulo Evaristo Arns Lucas Figueiredo Dilma Franklin Martins Gabeira FHC PT

 

Para o Exército, PT seria incubadora de terroristas

Essa e outras revelações são feitas no livro Olho por olho: os livros secretos da ditadura de Lucas Figueiredo, mesmo autor de Ministério do Silêncio: A história do Serviço Secreto brasileiro de Washington Luis a Lula. O título diz “os livros secretos” no plural, porque relata a história de dois livros antagônicos que foram, cada um em seu tempo, produzidos sob total sigilo: BRASIL: NUNCA MAIS feito ainda durante a ditadura militar com arquivos roubados do Superior Tribunal Militar que compila uma série de violações aos direitos humanos feitas pelos agentes da repressão militar e ORVIL a resposta do Exército que serviria para contrapor às denuncias feitas pelo primeiro livro.

Acima os livros Brasil: Nunca Mais e Orvil também chamado de As tentativas de tomada do poder; Livro Branco e Terrorismo: Nunca Mais

 

BRASIL: NUNCA MAIS

A história deste livro é tão impressionante que parece coisa de cinema. Um grupo de advogados e religiosos conseguiu o que parecia impossível: Entrar no prédio do Superior Tribunal Militar (um prédio cercado de seguranças); roubar toneladas (literalmente) de provas das atrocidades cometidas nos porões da ditadura e reuni-las num livro-denúncia.

Em março de 1979, no governo do general Figueiredo, os advogados passaram a ter mais facilidade para consultar processos de presos políticos no Superior Tribunal Militar. O STM reunia todos os processos contra presos políticos julgados em segunda instância e era lá que quase todos esses processos eram arquivados. A movimentação de advogados aumentou quando foi promulgada a lei de Anistia. Os advogados ficaram com medo que aqueles documentos fossem destruídos, pois a História mostra que ditaduras em processo de decomposição tendem a destruir as provas de seus crimes. Era preciso guardá-lo em local seguro.

Os processos eram públicos mas para um advogado consegui-los havia certa burocracia: era preciso entrar no prédio; se identificar na portaria; preencher um formulário; apresentar carteira da OAB; assinar um termo de compromisso; e só poderiam levar um processo por vez e devolvê-lo em 24 horas.O plano de pegar os documentos e xerocá-los foi discutido por um pequeno grupo de advogado e chegou ao ouvido de um religioso de firme atuação em direitos humanos: o pastor presbiteriano Jaime Wright cujo irmão havia desaparecido na repressão. O reverendo sabia que o “assalto branco” aos arquivos do STM poderia revelar o paradeiro de diversos presos políticos desaparecidos, inclusive o de seu irmão.

Foi durante uma viajem para recepcionar o educador Paulo Freire, que voltara do exílio, no aeroporto de Viracopos que Whight teve a idéia de chamar dois padrinhos poderosos para tocar o tão gigantesco projeto que, até então, tinha estrutura zero. Um forneceria sustentação política e o outro, ajuda financeira. Ele conseguiu o apoio do cardeal-arcebispo de São Paulo Dom Paulo Evaristo Arns e a ajuda financeira viria do secretário do CMI Conselho Mundial de Igrejas que congregava diversas igrejas pentecostais, ortodoxas e protestantes: Philip Potter.

Assim que chegou a ajuda financeira a primeira atitude foi alugar uma sala comercial em Brasília, bem perto do STM. Isso diminuiria o trabalho braçal dos advogados. Foram alugadas três maquinas de Xerox e foram contratados seis funcionários que se revezavam em dois turnos de trabalho. Os advogados Raimundo Moreira e Luiz Eduardo Grenhalgh passaram a visitar o STM todos os dias úteis da semana e levar, cada um, um processo debaixo do braço até a turma da clonagem, que nunca conseguiu entender porque os advogados precisavam copiar tantos documentos. Mais tarde outros advogados foram chamados e se juntaram a equipe formando um grupo de doze. Com o tempo foi necessário também abrir mais um turno de trabalho e as máquina de Xerox passaram a trabalhar 24 horas por dia e 7 dia por semana. Por segurança as cópias praticamente nem esfriavam e já eram levadas para São Paulo. Em São Paulo o trabalho era mais diversificado: funcionários e colaboradores com qualificações variadas atuavam em várias frentes: microfilmagem, pesquisa, computação e análise de dados. Todas as fases eram coordenadas pelo jornalista Paulo de Tarso Vannuchi que se juntara ao grupo por lealdade ao cardeal Arns e por ter perdido o primo Alexandre Vannuchi nos porões da repressão. Os idealizadores do Brasil: Nunca Mais tinha um plano B. Caso a sala de Brasília ou o galpão de São Paulo fossem "estourados" pela repressão: uma cópia do projeto estaria a salvo fora do país.

A tarefa parecia infinita mas não era, em 1982 chegou ao fim. A equipe conseguiu o que parecia irrealizável: obter praticamente toda a coleção dos processos políticos que tramitavam no STM entre 1964 e 1979. A memória oficial da repressão já não pertencia apenas aos militares. O documento-mãe produzido pelos pesquisadores do Brasil: Nunca Mais, chamados por eles candidamente de Projeto A, tinha 6.891 páginas divididas em 12 volumes. Ali estava a contabilidade do inferno:

  • Entre 1964 e 1979, mais de 17 mil pessoas passaram pelo banco da Justiça Militar;
  • 7.367 foram formalmente acusadas;
  • 38,9% dos réus tinham no máximo 25 anos. Destes, 3% não tinha sequer 18 anos quando foram processados;
  • 3.613 pessoas foram presas;
  • 84% das prisões não haviam sido comunicadas à Justiça;
  • 1.843 pessoas declararam em juízo terem sido torturadas na prisão; Das cerca de 400 mortes produzidas pela repressão, praticamente um terço incluiu o desaparecimento do corpo da vítima.

O projeto A era sem dúvida uma riqueza extraordinária, porém, suas 6.891 páginas o tornavam, praticamente inacessível para qualquer mortal. Para resolver a questão d. Evaristo Arns chamou o jornalista Ricardo Kotscho, que tinha o cardeal como uma de suas melhores fontes. O cardeal disse que Kotscho deveria trabalhar em dois turnos, pois não poderia deixar seu cargo na Folha de São Paulo a fim de não levantar suspeitas. O jornalista tremeu de medo, mas aceitou. Para fazer dupla com Kotscho o cardeal chamou o frade dominicano e ex-preso político Frei Betto. Depois de pronto era preciso uma editora para publicar o livro. Após receber várias respostas negativas de editoras laicas que estavam com medo de sofrerem alguma represália dos militares. O livro foi publicado pela editora dos franciscanos, a Vozes. O parecer da obra foi dado pelo frei Leonardo Boff, já naquela época uma das principais referências na Teologia da Libertação. O nome foi inspirado no livro Nunca Más, recentemente lançado na Argentina, que denunciava nomes e métodos da repressão que matara 30 mil pessoas naquele país entre 1976 e 1983. Depois de esperar para ver como se daria a delicada secessão presidencial onde seria empossado um presidente civil: José Sarney, que assumiu o cargo após a morte do presidente eleito Tancredo Neves, o livro foi finalmente publicado.

Quatro meses depois do lançamento do Brasil: Nunca Mais, d. Paulo finalmente liberou para a imprensa a lista com os nomes dos 444 agentes da repressão denunciados como torturadores. Foi outra bomba: em todo o país, torturadores passaram a ser apontados nas ruas, alguns chegaram a perder seus empregos. Um dos principais acusados, com 22 denúncias de tortura, o ex-tenente Marcelo Paixão, chamou num canto suas duas filhas, na época com 13 e 14 anos, e contou-lhes sobre seu passado, como relataria à revista Veja:

- Nunca disse a elas que fui um santinho. Disse a elas que não pensassem que eu não bati em alguém. Bati sim. Elas ficaram um pouco chocadas e disseram: “Pai, já sabemos, mas agora para”. Não queriam detalhes. Eu segui a minha vida. Não adianta esconder esse tipo de coisa. A verdade uma hora vem à tona.

A maioria dos acusados como o general Octavio Medeiros, preferiu calar-se. Médicos que tinham auxiliado torturadores nos porões da ditadura foram boicotados em hospitais, e em Minas e São Paulo tiveram seus registros cassados. Apesar de denuncias contundentes o número de punições foi pequeno. Na maior parte dos casos os criminosos pagaram apenas com a exposição pública de seus crimes. Passada a avalanche, d. Paulo ofereceu o acervo com mais de 1 milhão de páginas à PUC de São Paulo e a USP mas ambas, com medo de represálias, não aceitaram. A Unicamp de Campinas corajosamente, recebeu o material e ainda o disponibilizou para pesquisa. O livro feriu as Forças Armadas. Além de atingir o 444 militares torturadores listados, Brasil: Nunca Mais feriu as instituições a que eles pertenciam. Haveria troco, mas na mesma moeda: em forma de livro.

 

ORVIL

A caserna se enfureceu com a revelação de seus pecados. Um em especial sentiu a pancada: o Ministro do Exército, Leônidas Pires Gonçalves. Foi ele que decidiu que o vice-presidente José Sarney deveria assumir o cargo após a morte de Tancredo Neves. Além de servir de escudo para o cambaleante governo Sarney, Leônidas também servia de escudo para os militares torturadores. Os militares toparam devolver o poder aos civis desde que não o aborrecessem com cobranças sobre o que havia acontecido nos porões da ditadura.

Ainda tentando conter a crise que desabou sobre as Forças Armadas, Leônidas teve a idéia de fazer um livro para contrapor a o livro feito pela Arquidiocese de São Paulo e mostrar o lado dos militares nesta história. Para Leônidas, o livro Brasil: Nunca Mais era parcial pois pintava os opositores do regime indiscriminadamente como heróis da democracia. Leônidas acreditava que em 1964 a sociedade havia chamado os militares para conter a bagunça sindical de João Goulart. Segundo o general, quem começou a violência foi a Esquerda com o atentado feito por militantes da Ação Popular (AP) no aeroporto dos Guararapes, no Recife, para matar o presidente militar Costa e Silva. (Veja na página da GUERRILHA). Leônidas questionava porque d. Paulo retirou dos arquivos apenas o que interessava aos opositores do regime. E o lado feio, mau, e desajustado da Esquerda? Perguntava ele. Era verdade que os militares haviam matado cerca de 400 pessoas pela repressão, mas o Exército também tinha a sua lista: os arquivos do CIE – Centro de Informações do Exército estavam abarrotados de registros detalhados de ações violentas da Esquerda que resultaram na morte de aproximadamente cem pessoas, entre militares policiais, guardas de banco, empresários ligado à repressão e até companheiro de armas, justiçados em nome da revolução socialista.

Os militares então a pedido de Leônidas fizeram um livro retratando a versão das Forças Armadas sobre os fatos, a projeto do livro foi feito em total sigilo e foi denominado Projeto ORVIL que quer dizer livro ao contrário. A cargo do projeto ficou o coronel Agnaldo Del Nero: foi confiada a ele a missão de desconstruir o Brasil: Nunca Mais. Ele era um grande estudioso do anticomunismo, uma obra que ele amava era o livro Arquipélago Gulag do dissidente político soviético Soljenítsin que havia passado pelos campos de concentração do ditador Joseph Stalin. Material para isso era o que não faltava, o coronel e sua equipe tinham a disposição milhares de toneladas de documentos produzidos pelos Serviços Secretos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. Além disso, os militares estudaram depoimentos dos presos políticos e até livros escritos por ex-exilados como Fernando Gabeira, Alfredo Sirkis e Daniel Aarão Reis Filho. Depois de pronto, o resultado foi um livro dividido em dois tomos com 919 páginas. O coronel Del Nero o batizou de As tentativas de tomada do poder.

Terminado o livro bastava apenas a permissão do presidente da República para publicá-lo, Leônidas acreditava que aquele era o momento perfeito, pois sociedade ainda estava agitada com as repercussões do livro Brasil: Nunca Mais. Foi então que o general foi até o gabinete do presidente Sarney e lhe contou sobre o livro e sobre a intenção de publicá-lo. Sarney olhou silenciosamente o livro, tendo idéia da bomba que estava em suas mãos, olhou fixamente para Leônidas e disse:- O processo de Abertura está sendo um sucesso, não vale a pena reabrir feridas do passado que já estão cicatrizando. Leônidas ficou muito aborrecido, mas como um obediente soldado acatou a decisão. A missão de Leônidas a partir dali era a de esconder o livro, o momento certo para ele ser lançado já havia passado.

A missão de esconder o livro foi bem conduzida durante 28 anos. As únicas 15 cópias do livro circularam entre um seleto grupo de militares e homens da extrema-direita. Até que, em 2007, por sorte ou por destino Lucas Figueiredo teve acesso ao livro. Ao pesquisar material para o livro Ministério do Silêncio foi até a casa de um militar que lhe mostrou o livro. Lucas Figueiredo já tinha ouvido falar da possível existência do livro ao entrevistar um ex-agente do SNI que lhe contou que o livro existia, mas ele mesmo nunca havia visto. Figueiredo pediu emprestado o livro, mas o militar disse que este livro, especificamente, ele não poderia emprestar. Depois de vários dias pensando em como ter o livro ele resolveu ligar para o militar novamente. Ao telefone desconversou, falando sobre todos os outros livros que o militar tinha lhe emprestado, até dizer que queira dar mais uma olhada em ORVIL. O militar lhe disse: - Estou de saída, vou ficar fora de casa a tarde inteira, faz o seguinte, pega o livro aqui em casa e depois você me devolve. Foi assim que depois de 28 anos foi conseguido furar o cerco ao livro secreto dos militares.

Depois de pegar o livro Lucas Figueiredo precisava atestar sua autenticidade. Para isso ligou para alguns ex-guerrilheiros citados no livro: Um deles disse que, apesar de alguns erros, manipulações e mentiras os fatos correspondiam à realidade. Outro se surpreendeu: - Eles descreveram até a cor de nossos carros usados no sequestro do embaixador americano. Só faltou dizer a cor de nossas camisas! Figueiredo também comparou com alguns documentos públicos do Exército e viu que, embora não constasse fonte, os textos eram quase idênticos. As revelações mais interessantes contidas em ORVIL são as de ações de guerrilheiros opositores do regime que mais tarde ocupariam altos cargos da República:

 

Oscar (VPR) – Depois de assaltar um carro-forte, ele participou da tentativa de sequestro do cônsul dos Estados Unidos em Porto Alegre, em 1971, quando tinha 19 anos de idade. Três décadas depois, o guerrilheiro juvenil se tornou prefeito de Belo Horizonte. Seu nome é Fernando Pimentel [atual ministro do governo Dilma];

 

 

 

Honório e Valdir (DI/GB) – fizeram parte do grupo de seqüestradores do embaixador norte-americano Charles Burke Elbrick, em 1969. Valdir é o jornalista Franklin Martins, nomeado, quatro décadas depois do sequestro, ministro da Comunicação Social do governo Luis Inácio Lula da Silva. Honório é Fernando Gabeira, também jornalista, deputado federal desde 1995;

 

Daniel (Molipo) – Foi um dos 15 presos políticos trocados pelo embaixador Charles Elbrick. Como nunca chegou a pegar em armas, mesmo tendo sido treinado em Cuba, o livro secreto não lhe deu muita importância. Seu nome verdadeiro: José Dirceu, deputado federal por dois mandatos e ex-ministro-chefe da Casa Civil do governo Lula;

 

 

 

 

 

 

 

Mateus (ALN) – Junto com outros guerrilheiros, assaltou o trem pagador Santos-Jundiaí e o carro pagador da Massey Ferguson, em 1968. Trata-se de Aluisio Nunes Ferreira, que três décadas depois, no governo Fernando Henrique Cardoso, ocuparia o cargo de ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República e posteriormente ministro da Justiça; [atualmente é senador]

 

 

 

 

 

 

 

Estela (Polop, Colina e VAR-Palmares) – “Papisa da subversão”, como era chamada nos processos da Justiça Militar, ela planejou e coordenou o roubo do cofre de Adhemar de Barros, ex-governador de São Paulo [Veja detalhes na página GUERRILHA]. A ação rendeu à VAR-Palmares 2.800.064 dólares (17 milhões de dólares em valores de 2009), até então a “expropriação” mais rentosa da história da esquerda em todo o mundo. Ela é Dilma Rousseff ministra-chefe da Casa Civil do governo Lula. [atual presidenta da República];

 

 

 

Ficha da Dilma no DOPS: A verdadeira.

 

Jair (VAR-Palmares) – Outro dos assaltantes do cofre do Adhemar, ele é Carlos Minc, [foi] Ministro do Meio-ambiente do governo Lula.

(grifo meu) pp. 94-95

 

 

 

 

Fernando Henrique Cardoso – [...] um agitador que usava a fachada do prestigiado Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) para se reunir com “subversivos” que buscavam nele uma “inspiração”.

 

 

 

 

José Serra aparecia como “ativo pombo correio” de uma frente criada no exterior para supostamente denegrir a imagem do Brasil com “notícias deturpadas” e “falsas denúncias” de assassinato e tortura de presos políticos.

pp. 97-98

 

 

 

 

 

 

 

RESGATANDO A HONRA DE JOSÉ GENUÍNO

Em ORVIL, ao contar a história do guerrilheiro Geraldo codinome de Genuíno (um do poucos sobreviventes da Guerrilha do Araguaia) o Exército acaba fazendo uma das revelações mais inesperadas do livro. Durante a redemocratização o Exército espalhou a lenda de que José Genuíno havia entregado os companheiros facilmente, sem ter sido torturado, apenas por medo: “- Entregou os companheiros sem levar uma tapa se quer” como vive tagarelando o deputado Jair Bolsonaro, principal disseminador de mentiras da extrema-direita. José Genuíno nunca teve problemas para se tornar uma importante figura política do PT e da Esquerda, mas a lenda de traidor o perseguia. Foi então que, ao analisar o livro ORVIL, Lucas Figueiredo pôs fim à mentira. O livro dizia que Genuíno havia mesmo entregado os destacamentos de guerrilheiros do PCdoB. Mas logo depois se contradizia: relatando que Genuíno forneceu informações de áreas que haviam sido destruídas nos primeiros dez dias de atuação das Força Armadas. Ou seja, o ORVIL confirmou o que Genuíno sempre dissera: havia dado informações verídicas aos seus interrogadores, mas essas informações eram calculadamente ultrapassadas.

 

 

FATOS OCORRIDOS NA DITADURA COM A INTERPRETAÇÃO DOS MILITARES

 

GOLPE MILITAR 

“revolução democrática”

 

 

TORTURA

“farsa plantada pela esquerda”

 

 

DESAPARECIDOS POLÍTICOS

“todos os subversivos presos permanecem vivos e foram postos em liberdade”

 

 

CORTEJO AO CORPO DO ESTUDANTE EDSON LUIS

“baderna”

 

 

PRISÃO DE ESTUDANTES NO CONGRESSO SECRETO DA UNE EM 1968

“drogas, bebidas alcoólicas e grande quantidade de preservativos já utilizados”

 

 

MOVIMENTO ESTUDANTIL MINEIRO 

"motor da guerra revolucionária”

 

 

SEQUESTRO DE DIPLOMATAS

“terceira tentativa de tomada do poder”

 

 

ASSASSINATO DE VLADIMIR HERZOG

“suicídio lamentável”

 

 

DIRETAS JÁ E CRIAÇÃO DO PT

“Quarta tentativa de tomada do poder pelos comunistas”

 

 

AS VÍTIMAS DA ESQUERDA

Assim como o livro BRASIL: NUNCA MAIS denunciava os crimes dos militares o livro ORVIL denunciava os crimes da Esquerda que com o passar dos anos escondeu suas ações autoritárias e violentas, preferindo criar o mito de que o único objetivo da luta armada era a democracia. O livro secreto demonstra que o restabelecimento da democracia nunca esteve nos planos da Esquerda armada que queria outra ditadura: a ditadura do proletariado. A Esquerda cometeu ao todo menos de 100 crimes, dentre eles:

O assassinato do capitão dos Estados Unidos Charles Chandler, em 1968, sob a acusação (nunca comprovada) de que era agente da CIA.

    

 

E o de Henning Boilesen, assassinado pela guerrilha em 1971: a Esquerda dizia que ele patrocinava a Oban (verdade) e que era espião da CIA (mentira) [Veja o documentário Cidadão Boilesen]

Dentre os crimes da Esquerda Armada o mais vergonhoso talvez seja os “justiçamentos”: que é quando os militantes se tornam, ao mesmo tempo, tribunal e carrascos: julgam e depois executam companheiros suspeitos de traição. [Saiba mais sobre isso na entrevista com o ex-guerrilheiro Jacob Gorender]

 

O PRÓPRIO EXÉRCITO ENTREGOU SEUS CRIMES

ORVIL foi criado pelo Exército com o objetivo se defender e justificar seus atos. Mas Lucas Figueiredo, ao analisar o livro, descobriu que o Exército acabou, sem querer, assumindo 22 crimes que ele sempre negara.

Abaixo a lista de mortos que o Exército acabou assumindo no livro:

  • Alcery Gomes da Silva
  • André Grabois
  • Antônio Carlos Monteiro Teixeira
  • Antônio dos Três Reis Oliveira
  • Bergson Gurjão Farias
  • Ciro Flávio Salazar de Oliveira
  • Francisco José de Oliveira
  • João Guarlberto Calatrone
  • Divino Ferreira de Souza
  • Boanerges de Souza Massa
  • Helenira Resende de Souza Nazareth
  • Idalísio Soares Aranha Filho
  • Jeová Assis Gomes
  • João Carlos Haas Sobrinho
  • Joelson Crispim
  • José Toledo de Oliveira
  • Kleber Lemos da Silva
  • Maria Lucia Petit da Silva
  • Miguel Pereira do Santos
  • Manoel José Nurchis
  • Ruy Carlos Vieira Berbert
  • Wânio José de Mattos

[...] o Orvil era a prova de que o Exército não só sabia que aqueles guerrilheiros estavam mortos como conhecia o destino dado aos corpos. O livro secreto era a evidência material de que a força terrestre ocultava, além de ossos, uma parte da história do Brasil. P. 146

 

SOBRE O PARTIDO DOS TRABALHADORES

Segundo o livro ORVIL a organização mais temida pelo militares não era nenhuma que havia participado da luta armada. Era o Partido dos Trabalhadores - PT, fundado em 1980, o partido seria uma incubadora de terroristas. O livro afirmava que o partido de Lula não poderia ser considerado revolucionário ainda, mas para isso acontecer bastava que uma organização marxista e revolucionária chegasse à direção do partido. Segundo Daniel Aarão Rei Filho, ex-guerrilheiro do MR-8 e hoje um dos mais respeitados historiadores do país, essa tese é furada. A Esquerda passou por um processo de metamorfose: os guerrilheiros abandonaram as armas e aceitaram jogar o jogo da democracia. Coisa que os analistas de Direita têm dificuldade de perceber ou admitir.

Figueiredo, Lucas, 1968

   Olho por olho: os livros secretos da ditadura / Lucas Figueiredo. - Rio de Janeiro: Record, 2009.

 

Veja a entrevista de Lucas Figueiredo

Veja a entrevista de dom Paulo Evaristo Arns   

Veja a entrevista do general Leônidas Pires Gonçalves

Baixe o livro Brasil: Nunca Mais

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O inesquecível FHC e a derrota política e moral do PSDB Tags: PSDB eleições 2010 FHC Serra extrema-direita mídia ditadura militar golpismo privatização da Vale Petrobrax

O inesquecível FHC e a derrota política e moral do PSDB

Algumas pessoas se perguntam como Dilma que nunca disputou uma poderá ganhar no primeiro turno em 3 de outubro. Alguns dizem que é devido ao grande desempenho econômico e a enorme popularidade de Lula. Não descarto essas hipóteses, no entanto, acredito que não seja somente por isso. Lula foi reeleito quando sua popularidade era metade do que é agora e seu governo estava sendo acusado de envolvimento no mensalão no qual a mídia fazia questão de lembrar a todo o momento.

Em minha opinião, há um grande número de pessoas que pensam que o governo FHC com todas as suas privatizações desenfreadas, seu servilismo ao governo americano e a perseguição aos movimentos sociais e sindicatos fizeram o PSDB deixar de ser alternativa de governo.

FHC privatizou a maior mineradora do mundo Vale do Rio Doce. Depois tentou mudar o nome da Petrobrás para Petrobrax para tentar privatizá-la e perseguiu petroleiros grevistas que lutavam contra essa entrega do patrimônio público. FHC não dava a mínima importância para opinião daqueles manifestantes que lutavam contra a polícia em frente aos prédios de onde aconteciam as famosas batidas de martelo com rostos sorridentes. FHC parecia acreditar que era um grande estadista só porque a mídia dizia que ele era. FHC gosta de holofotes de entrevistas elogiosas. FHC achou que o PSDB nunca sairia do poder e governou como se o povo brasileiro não existisse e que não precisaria dele nas próximas eleições. Achou que somente a mídia faria com que o partido da elite continuasse no poder do mesmo modo que José Serra acreditou nessa eleição e agora com certeza já se da conta de que o povo brasileiro ou não acredita na mídia ou não dá tanta importância a ela na hora de definir seu voto.

Mas acredito que nessas eleições a derrota de PSDB/FHC/SERRA não será apenas política mas principalmente moral. Importantes líderes do PSDB tiveram grande participação na luta contra a ditadura e pelas diretas já! Serra, antes do exílio, participou de um grupo da Esquerda armada chamado AP – Ação Popular que também praticou atentados a bomba contra os militares. FHC lutou pela redemocratização do país quando era do PMDB antes de sair para fundar o PSDB. Como é possível ver na foto ao lado de Lula.

Pois bem, a derrota moral de FHC e Serra foi por terem se aliado a extrema-direita brasileira e terem começado a fazer um discurso anacrônico de “perigo comunista” numa eventual vitória de Dilma. Fascistóides midiáticos fizeram de tudo para colocar em Dilma a marca de terrorista. O que eles acreditavam que ganhariam com isso? Acreditavam que os brasileiros iriam achar que a ditadura militar era o lado bom? Dilma pegou em armas assim como o aliado da coligação PSDB-DEM-PV Fernando Gabeira. O atual candidato a governador do Rio de Janeiro seqüestrou o embaixador americano Charles Elbrick para trocá-lo pela libertação de presos políticos. Então comunista arrependido pode?

O PSDB jogou fora seu passado, mostrando que está do lado daqueles que jogaram o país em 20 anos de trevas, repressão, torturas e mortes. Adeus PSDB, espero sinceramente que se forme em nosso país uma nova oposição, pois uma oposição forte é necessária ao jogo democrático, mas uma oposição digna, coerente e que não apele para a baixaria e para o golpismo para tentar chegar ao poder.

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