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Participe do BBB, Ministro Fux! Tags: Ministro Fux tocando guitarra manipulação Globo PIG Julgamento Mensalão STF Supremo Globo PIG PT PSDB Justiça

 

Participe do BBB, Ministro Fux!

Quem acompanhou meu blog nos últimos meses percebeu que eu não tinha feito, até agora, nenhum post sobre o julgamento do chamado Mensalão. Embora tenha falado muito disso no Twitter. Pois não tenho conhecimento suficiente sobre o processo e evito falar de assuntos que não domino totalmente para não correr o risco de depois eu me arrepender do que escrevi. Além disso, gosto que meu blog atraia todas as pessoas de Esquerda seja qual for o partido. No entanto, uma agonia tomou conta de mim na manhã do dia 23 de novembro de 2012 e senti que tinha que colocá-la para fora, para todos os amigos que me seguem neste blog.

Não sou petista e sei que muitos de meus leitores não são (A maioria respondeu na minha enquete sobre o Mensalão que Dirceu deveria ser preso). Simpatizo-me com o PT, principalmente depois do segundo mandato de Lula quando o seu governo começou a garantir emprego, renda e diminuição da miséria. Embora seja um governo de Esquerda moderado e até conservador em muitos pontos.

Também nunca tive muita simpatia por Dirceu e Genoíno, ambos considerados pelo próprio partido como: a Direita do PT. Mas nada justifica o que os Ministros do Supremo estão fazendo com esses dois. Ainda que fossem culpados (o que o Supremo não conseguiu provar) nada justifica que sejam jogados aos leões midiáticos. Os Ministros devem cumprir a lei, ainda que o clamor popular (que não houve nesse julgamento) e a imprensa conservadora ponham lenha na fogueira. No entanto, o que se viu durante foi uma exposição imensa de vaidades e frases de efeito cuidadosamente criadas para virarem manchetes dos jornalões ou serem mostrados em preciosos minutos no Jornal Nacional. Como disse cientista político Marcos Coimbra: “O que ninguém imaginava era quão simples seria para a mídia ter o Supremo a seu lado. Bastavam algumas capas de revista.”. Vou comentar um pouco sobre eles:

 

 

Carlos Ayres Britto: para ele a grande imprensa é a Santa Sé. Única responsável pela preservação da liberdade de expressão. Foi ele quem acabou com a lei de imprensa e antes de se aposentar ainda criou uma comissão para que a mídia se reúna com os Magistrados para discutir ações contra quem tenta “prejudicar a liberdade de imprensa”. Como se não bastassem os milhares de advogados que VEJA-GLOBO-FOLHA-ESTADÃO podem contratar com todo o poder econômico que possuem.

 

 

 

 

 

Carmem Lúcia: dizem que foi medrosa e cedeu aos apelos da Mídia para condenar os réus.

 

 

 

 

 

 

 

Celso de Mello comparou o Partido dos Trabalhadores ao PCC. (Só faltou dizer “Aquele PCC que está coligado com o PSDB de SP”)

 

 

 

 

 

 

 

Gilmar Mendes: figurinha carimbada entre os que mais tentam golpear Lula e o PT. Chegou ao cúmulo de no intervalo do julgamento do Mensalão ir assistir a uma palestra de antipetismo apresentada por Reinaldo Azevedo da Veja. No entanto, acho que até se apequenou diante de tantos Ministros que tentaram ser piores do que ele.

 

 

 

 

 

 

Joaquim Barbosa: de longe o mais exaltado pela Imprensa que até tentou se resguardar dizendo que “votou em Lula e em Dilma e não se arrepende”. Agora que o Mensalão do PSDB vai ser julgado, vamos ver se ele realmente tem coerência ou disse isso apenas para responder às críticas da bloguesfera progressista. 

 

 

 

 

José Antônio Dias Toffoli foi achincalhado pela imprensa por ser um Ministro mais próximo do PT. Apesar de ter condenado alguns réus a grande imprensa não o perdoou. Foi patético ler a Miriam Leitão (que agora é jurista) criticando a juventude de Toffoli no Twitter. Sério mesmo! Ela disse que é triste Ayres de Brito ter 70 anos e estar se aposentando e Toffoli ser tão jovem. Acho que Miriam Leitão deve voltar à sua especialidade que é... Meio Ambiente.

 

 

 

 

Marco Aurélio Mello: criou polêmica com sua declaração de que a Ditadura Militar foi um mal necessário. Mas para um tribunal que se recusou a rever a lei de Anistia e perdoou os militares torturadores não é de se estranhar que existam opiniões conservadoras assim.

 

 

 

 

 

Rosa Maria Weber também cedeu ao clamor midiático.

 

 

 

 

 

 

 

Ricardo Lewandowski: defendeu a necessidade de provas para que os réus fossem condenados, chegou a apontar para cada um dos colegas Ministros e dizer suas contradições. Por isso foi achincalhado pela Mídia de tal modo que a bloguesfera progressista precisou fazer um manifesto de apoio à sua honra.

 

 

 

Mas quem me deixou mais irritado foi o Ministro Luis Fux, de todos os Ministros que foram “comprados por capas de revista” nenhum foi tão baixo quanto ele. A minha agonia foi tê-lo visto tocando guitarra no Bom Dia Brasil. Ao que parece o Ministro não se importa muito com quem diz que o julgamento foi pautado pela Rede Globo.

A apresentadora diz que a equipe do telejornal registrou “com celular” (com certeza um truque para fazer parecer que Fux não pediu para ser filmado) um show em que o Ministro tocava e cantava uma música de Tim Maia para homenagear o Ministro Joaquim Barbosa: grande “estrela” do julgamento do Mensalão como a imprensa gosta de dizer. Evitarei por o vídeo aqui, mas você pode encontrá-lo nos sites da Globo.

Eu gostaria de fazer uma sugestão ao Ministro Fux, peça aos seus amigos da Rede Globo que o coloquem no próximo Big Brother Brasil, vai ser ótimo. O senhor poderá mostrar todo o seu talento intelectual para aquelas gostosonas que participam do programa. Sua vitória estará garantida, já que qualquer pessoa com o mínimo de inteligência sabe que são os diretores desse Reality Show que escolhem o vencedor.

Para mim seu vídeo do Bom Dia Brasil será muito útil, pois quando eu tiver filhos irei mostrá-lo para eles. Não que eu ache o nobre magistrado um bom guitarrista, mas servirá para eu mostrar para eles quão desprezível um ser humano pode ser. Aquilo que eu nunca irei querer que eles sejam.

 

#Pinheirinho - cronicas do terrorismo do Estado Tags: Pinheirinho fascismo nazismo Alckmin terrorismo de Estado extrema-direita PSDB violência preconceito social PM direitos humanos democracia

 

O Pinheirinho é do povo! 

crônicas do terrorismo do Estado

 

Desde domingo, dia 22 de janeiro de 2012, está acontecendo um massacre contra o povo em luta de São José dos Campos. 9000 pessoas da comunidade do Pinheirinho foram despejadas numa operação de guerra fascista e de terrorismo de Estado. O Governo terrorista de Geraldo Alckmin em nome dos abutres da especulação imobiliária, aplicou o império do mercado e da propriedade privada contra o direito a vida e a moradia. Atacando brutalmente e assassinando o povo do PInheirinho. A mídia corporativa e todas as autoridades responsáveis envolvidas nesta tragédia vem sistematicamente sabotando e ocultando informações que permitam à sociedade ter um quadro verídico do que aconteceu. Houveram inúmeras prisões, espancamentos e todo o tipo de agressão gratuita por parte dos policiais, usando indiscriminadamente de todo o seu aparato de "armas não letais" que visivelmente provocaram inúmeros feridos. Pelas imagens, ao contrário do que diz a imprensa e a PM, tanto GCM quanto PM estavam empunhando armas com balas de verdade durante os ataques. Os movimentos sociais vem denunciando o assassinato de pelo menos 3 pessoas durante o despejo genocida. E no entanto nada foi averiguado e o IML esconde os corpos, para não falar dos incontáveis feridos. É preciso que todos tenham acesso imediato à verdade sobre os mortos e feridos desse insólito episódio.

Este video traz imagens exclusivas e depoimentos do período da tarde dentro do Campo do Alemão onde se abrigavam mulheres e crianças despejadas que foram brutalmente violentadas em todos os seus direitos e do período da noite nos ataques da Guarda Civil Metropolitana de SJC usando balas de verdade e da PM de SP jogando bombas contra as famílias alojadas na Igreja.

Basta de terrorismo de Estado!
Eduardo Cury, o STJ de SP, PM de SP e o Governador Alckmin ASSASSINOS!
Viva a heróica resistência do povo do Pinheirinho!
Parem o massacre!

ass. Los solidários


Mais informações:
http://cspconlutas.org.br/
http://www.midiaindependente.org/

Pinheirinho, nova fronteira da luta política: por Miguel do Rosário Tags: massacre Pinheirinho direitos humanos Brasil violência Judiciário preconceito social impunidade corrupção PSDB pobreza fascismo

 

Pinheirinho, nova fronteira da luta política

​Por Miguel do Rosário

Pinheirinho saiu das manchetes e o núcleo duro da grande imprensa continua tentando aliviar a barra do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, mas a injustiça fala mais alto. As denúncias vem caindo sobre o colo dos repórteres. E não estão no Portal da Transparência. Por exemplo, confiram esse vídeo. Não é o repórter que aborda a moradora, e sim esta que parte para cima dos jornalistas, desesperada, chorando muito:

Hoje o Elio Gaspari publica um texto lamentável, culpando as lideranças do Pinheirinho pela violência sofrida pelos moradores. Também culpa o governo federal, omitindo que autoridades locais atropelaram acordos que vinham sendo discutidos com a União, sem contar que a ação foi deliberadamente ocultada de todos os envolvidos, justamente para que houvesse o “ato consumado”.  A PM temia inclusive um choque com forças federais, então tudo foi feito para que não houvesse chance de defesa.

Não estou dizendo que o governo federal não tem culpa no cartório. A União tem sempre culpa também, por tudo. Mas a dispersão de responsabilidades apenas beneficia o principal responsável, o responsável direto: o governador Geraldo Alckmin.

Na blogosfera, o comentário que mais chamou atenção veio de Ricardo Boechat, âncora da Band, que faz acusações duríssimas contra o governador Geraldo Alckmin pela falta de sensibilidade social. Boechat lembrou a Alckmin que não adianta ir à Igreja, ler a Bíblia, e depois permitir que sua PM pratique uma barbárie contra pessoas pobres e indefesas. O jornalista também rechaçou a ideia de que havia “espertos” em Pinheirinho. “Quem é esperto não iria morar em Pinheiro. Isso é balela. Lá pode ter um esperto ou outro, como em qualquer lugar, mas a maioria é gente pobre e trabalhadora”.

A truculência é tanta que o governo se apressou em demolir as casas sem mesmo esperar que os moradores retirassem seus pertences.

E como prevíamos, o PSDB como um todo abraçou a ação tucana em Pinheirinho. É bom porque as coisas agora ficam mais claras.

Alguns setores da esquerda, no entanto, estão jogando um pouco de fumaça no episódio, ao fazer uma crítica generalizada às desocupações que ocorrem no Brasil, como um todo. Não é bem assim. Desocupar terrenos para construção de uma estrada, uma hidrelétrica, uma estação de metrô, um estádio de futebol, atende a uma função social maior, e na maioria dos casos há pagamento de indenizações e exaustivas negociações para que as famílias deixem o local. Chegou-se ao cúmulo de comparar Pinheirinho a Belo Monte, o que é uma estupidez. Belo Monte vai gerar bem mais emprego do que a quantidade de índios que moravam nas proximidades; haverá indenização em dinheiro, programas sociais, e não há policiais adentrando a aldeia pela madrugada, espancando gente, nem tratores derrubando as casas com tudo dentro. A desocupação é feita de maneira ordenada, pacífica, lenta, ao longo de meses. Não é uma ação militar de “Choque e Terror”, como se Pinheirinho fosse um amontoado de talibãs terroristas.

Por falar em Belo Monte, uma amiga me perguntou se os atores da Globo irão fazer um vídeo de protesto à violência em Pinheirinho… Cade o pessoal da Gota?

Nenhuma cidade teria metrôs, museus, avenidas, viadutos, trens de superfície, estádios, sem promover desocupações. O problema não é desocupar, é como a ação é realizada. No caso de Pinheiro, além de truculência, falta de planejamento,  artimanhas para ludibriar acordos, açodamento, há um vazio aterrador no próprio sentido da ação. Para quê?

O caso de Pinheiro é um absurdo porque a desocupação não teve nenhuma finalidade urbanística, industrial ou pública. Tratou-se apenas de restituir o terreno à massa falida de um especulador condenado, Naji Nahas. O sujeito quebrou a bolsa do Rio, foi preso na Satiagraha por envolvimentos nos esquemas de lavagem do dinheiro da corrupção, e mesmo assim o governo de SP e sua Justiça se dão ao trabalho de pôr seus interesses acima de qualquer ponderação humanitária ou social.

Outra crítica que tenho lido é sobre a exploração política do caso. Isso existe mesmo. Mas essa não é uma característica da democracia? Alguns setores acham que vivemos ainda numa ditadura, e que se pode brutalizar seis mil pessoas, jogá-las em abrigos infectos, sem banheiros, sem água, sem colchões, demolir suas casas com tudo dentro, e ainda assim não se pode protestar? E qual a melhor forma de protesto que não o protesto político? O que é mais democrático e pacífico do que pressionar um governador truculento e autoritário através de uma confrontação política?

A mídia e segmentos da direita tentam continuamente criminalizar a política, com isso deixam transparecer os vícios adquiridos na ditadura, quando qualquer protesto social era considerado subversivo, ou a serviço do “partidão”.

É interessante acompanhar o comportamento dos repórteres. Quando há uma “crise política”, eles perseguem ministros e a própria presidente da república em toda parte, acuando-lhes com as mesmas perguntas. Não fazem a mesma coisa com Alckmin, ou com qualquer político tucano.

As manifestações da OAB, duríssimas, contra a desocupação de Pinheirinho, são registradas em notinhas. Se fossem contra o PT, converter-se-iam em manchetes garrafais.

Pinheirinho tornou-se um marco da luta política no Brasil, uma chance de estabelecer um confronto de visões de mundo, entre aqueles que ainda consideram o problema social uma questão de polícia, e os que  almejam construir soluções através do diálogo e da ação política concreta.

A oposição vive acusando o lulopetismo de ter “cooptado” os movimentos sociais. Eles tem ódio do governo ter ouvido os movimentos, atendido alguns de seus pleitos.  Agora sabemos (ou melhor, lembramos) a sua verdadeira opinião sobre a maneira como esses movimentos devem ser tratados. Na base de porrete, gás lacrimogênico, tratores. Podemos ter a certeza que governos tucanos jamais “cooptarão” os movimentos sociais. Eles preferem “a solução final”.

Atualização: Matéria recente do site Espresso SP sobre a situação no Pinheiro.

Fonte: o cafezinho

Massacre do Pinheirinho: por Raphael Tsavkko Tags: violência massacre Pinheirinho direitos humanos Alckmin São Paulo extrema-direita desocupação crime PM pobreza PSDB tucanos Kassab

 

Massacre do Pinheirinho 
por Raphael Tsavkko 
 
 
 
 
Quem me conhece sabe que é difícil para mim não ter palavras para começar um texto. Não saber por onde começar. A invasão criminosa e absurda - e ilegal segundo a OAB e diversos juristas -, chamada de "desapropriação", uma tucanagem clara do termo "massacre" me deixou sem palavras. A barbárie que presenciei e quase fui vítima me deixou sem palavras.
Admito que enquanto escrevia este post e enquanto via os vídeos que foram gravados chorei. Chorei sozinho, olhando para o computador e pensando que eu tinha uma casa, oras, eu tinha um computador para escrever estas linhas! E aquelas pessoas, tratadas pior do que cachorros, tratadas como lixo não tinham onde morar, não sabiam o que seria delas no dia seguinte.
Chorei ao pensar que podia ter morrido, com a bala de borracha que um PM atirou na minha direção e que me raspou a cabeça. chorei pela dor dos que ficaram lá no Pinheirinho, para resistir, para lamentar e para chorar a destruição de suas vidas por um governo fascista estadual e municipal do PSDB de Alckmin e Cury, com silêncio e conivência do federal, do PT.
 
Rua principal onde ocorreram os "confrontos"
 
Não foram poucos os moradores que, chorando, em desespero, se perguntavam (e me perguntavam) onde estava Dilma, onde tava a Secretaria de Direitos Humanos. É curioso, mas a esperança que o PT fez crescer nessas pessoas foi despedaçada ontem, quando afirmavam que Lula não deixaria aquilo acontecer e que Dilma os havia abandonado. Não sei se Lula, Dilma ou o PT os abandonaram, o que sei é que o PSDB os massacrou e que eles precisam de solidariedade, ajuda, compaixão e uma nova vida.
Algo que não me importa também, no momento, é saber se a ação foi legal, ilegal, se tem conflito na justiça ou o diabo e sim que aquelas pessoas viveram e vivem um inferno em que seus direitos foram violados para que um marajá ganhasse de volta um terreno que o povo havia conquistado.
A mídia, sempre subserviente aos interesses dos poderosos, tratava os moradores pobres como bandidos. Suas casas serviam para fumar crack, para o tráfico. Eram todos bandidos, com crianças como armas, com seu desespero como arma. Pedras e raiva contra homens armados com balas, bombas e pistolas, além de cassetetes e muita vontade de bater e matar. 
 
Reconstrução (ou tentativa) da grade do campo de concentração montado pela GCM. Em primeiro plano, carrinho com os pertences de um morador
 
Saí com a @mairakubik, com o @felipedjeguaka, com a @mariana_parra e com a Paty (que tenho que achar a arrouba ou o nome completo) de São Paulo e fomos até São José dos Campos ver com nossos próprios olhos o que marginais uniformizados podem fazer sob o comando de um criminoso da Opus Dei.
Chegamos na cidade por volta das 15:30 e o clima era mais que tenso, era de guerra. Na avenida que liga o Pinheirio e o Campo dos Alemães - bairro vizinho e que protestou o tempo todo contra a ação brutal da PM e da GCM local (esta, aliás, muito mais violenta e despreparada) - carros queimados nos recebiam. Ao menos 3 carros pelo caminho, além da van da TV Vanguarda, afiliada da Rede Globo, cujos repórteres não saíram um minuto sequer detrás do cordão do Choque, com medo de serem linchados.
Começamos a gravar, a conversar com as pessoas, a tentar entender o que havia acontecido e o que nos esperava. Tentamos apurar o número de mortos. Uns falavam em 7, outros em 3, dentre eles uma grávida e, no fim, não conseguimos chegar a nenhuma conclusão. Muitas pessoas, ensanguentadas, foram levadas até desacordadas aos hospitais, mas não pudemos confirmar se haviam sobrevivido aos ferimentos ou não. No fim do dia, com bombas estourando, a informação de que uma criança de três anos teria morrido pelo efeito do gás lacrimogêneo. Mas também não pudemos confirmar.
 
GCM defendendo o perímetro do campo de concentração
 
O cenário era o de casas humildes de um lado e do outro um terreno amplo com barracas de lona usadas para cadastramento das famílias, refúgio e, claro, com função midiática, forma da prefeitura fingir que estava fazendo algo pelos moradores, que estes não ficariam ao relento durante a desocupação. Na verdade, uma lona branca com chão enlameado por baixo, sem iluminação, quente e com algumas poucas cadeiras onde idosos resignados ficavam esperando seu destino e onde crianças e mães choravam e tentavam se refugiar da barbárie.
Qualquer semelhança com acampamentos nazistas não é mera semelhança. Fechados em um local gradeado e com barracas precárias e com enorme vigilância dentro e fora, as famílias recebiam pulseiras azuis para serem identificadas e, além de não poderem sair, ainda eram vítimas de abusos.
No meio disto tudo, uma rua mais ou menos larga, onde barricadas foram montadas pelo moradores e lá no fim, o isolamento do Choque e o Pinheirinho sendo desocupado e, logo, demolido com um trator que começou a trabalhar por volta das 18:30.
 
GCM e ROCAM do outro lado do campo de concentração
 
O local onde ficavam as barracas era acessível apenas por uma pequena entrada controlada por guardas-civis extremamente mal encarados que muito a contra-gosto nos deixaram entrar. Era totalmente cercado e funcionava também como prisão. Não se podia sair uma vez dentro. Não surpreende que, revoltados, moradores "cadastrados" ou esperando sua vez tenham, ao custo de muitos feridos, derrubado uma parte da grade. Outras duas sessões da grade foram derrubadas ao longo do dia, com gritos de comemoração e muito gás e balas por parte da despreparada GCM que, em um dado momento, espancou duramente um rapaz do MTST, Guilherme Boulos, que foi levado ao hospital, e chegaram a usar munição de verdade, pois sacaram pistolas e atiraram contra mulheres e crianças - felizmente sem atingir alvos, pois teriam matado na hora.
Os vídeos 4 e 11, ao final do post contém as imagens, de dois ângulos diferentes, do espancamento e prisão de Guilherme.
A GCM era responsável pelo "perímetro" e abusou de violência para conter a revolta dos moradores que queriam escapar daquela prisão ilegal, com a sempre atenta PM, que chegou a entrar no lugar e também distribuir bombas ao longo do dia. O desespero das crianças e das mães era de partir o coração, pois não havia para onde correr. A PM e a GCM invadiam a grande tenda atrás de "vândalos" e jogavam bombas e atiravam por todos os lados.
 
No fundo, Pinheirinho
 
Em um momento de rara calma, fomos atrás do comando da operação e fomos recebidos pelo Capitão Antero que, depois de desfilar uma infindável quantidade de abobrinhas, nos permitiu caminhar para mais perto do Pinheirinho e gravar as pessoas que, desoladas, eram escoltadas para fora com poucos pertences.
Não muito depois, um trator começou a demolir os barracos mais pobres da borda da comunidade sob a alegação de que não tinham nada dentro e que as casas "melhores" seriam demolidas apenas após a retirada de móveis e etc. Para quem não tem quase nada, aquele barraco que parece imundo é uma casa, é o lugar seguro de descanso do trabalhador. Mas foram abaixo.
Não sem surpresa, moradores começaram a se aproximar e protestar, jogando pedras, ao que a PM respondeu com brutalidade ímpar, seguindo pelas ruas e "limpando" a área, avançando pela rua com bombas e balas e, acreditem, jogando bombas nas tendas onde estavam mulheres e crianças, sem ter para onde ir. Foi um momento de pânico e desespero e onde alega-se tenha morrido uma criança de 3 anos.
 
As primeiras casas a serem demolidas no Pinheirinho
 
De um lado a PM jogava bombas, do outro lado das tendas a ROCAM garantia que ninguém pudesse fugir, empurrando a população para a nuvem de gás "não-letal" - que ironia! Ao passo que a GCM continuava "assegurando" o perímetro e atirando em garotos que atiravam pedras em desespero pelas suas mães que estavam encurraladas.
Um verdadeiro cenário de guerra que contrasta com a afirmação do Capitão Antero de que tudo estava sendo preparado desde outubro, que tudo seria na paz, sem violência e que a PM não entraria na área das barracas, que era de competência (sic) da GCM e que, lógico, era área de famílias descansarem e não de serem massacradas.
Mas os marginais da farda, claro, deram seu show e continuaram a massacrar. A barbárie durou uma meia hora até que as coisas se acalmaram, logo quando começou a anoitecer e, infelizmente, fomos forçados a voltar para São Paulo, já sem bateria, cansados e sem ter como passar a noite. No caminho de volta, na Dutra, uma boa meia dúzia de carros da ROTA se dirigiam em alta velocidade no sentido contrário, o que apenas nos fez pensar no pior.
 
PM sem identificação, algo muito comum por lá.
 
Colhemos depoimentos ao longo do dia, fotografamos, gravamos a barbárie e iremos publicar em diversos meios, como no youtube, em blogs, revistas e pensamos em preparar algum material para uma reportagem mais longa sobre o dia assustador pelo qual os moradores do Pinheirinhos passaram.
Ao longo do dia conversei com o vereador Tonhão, do PT, que estava com os olhos vermelhos e se mostrava totalmente impotente - e em desespero por isso -, vi passar o Deputado Gianazzi (PSOL) e soube que o vereador Marrom (PSTU) estava por lá, além do Ivan Valente (PSOL) e do Paulo Teixeira (PT).  
Todos impotentes frente a barbárie perpetrada pelo PSDB com silêncio total do Governo Federal.
 
Parte interna de uma das maiores lonas do campo de concentração (foto de Mariana Parra)
 
Com total certeza esqueci de muitos detalhes, de muitas histórias, mas admito ter chegado ao meu limite de ódio frente a uma situação tão absurda enquanto as lágrimas caem frente a minha total impotência. Aliás, imagino que este meu post, por conter críticas ao governo federal - e juro que sequer foram duras como deveriam - não irá ser reproduzido em nenhum grande blog. Mas pouco importa. Os fanáticos, os subservientes e os fracos que durmam com suas consciências pesadas. Eu fiz o que pude.
 

Pequena arma da GCM, parece até que vão atirar em bandidos e não em pais de família

 

Carro pronto para a mudança forçada (foto de Mariana Parra)

 

O sentimento geral da população (foto de Mariana Parra)

 

Desligamento da energia do Pinheirinho

 

PM se encaminha para o Pinheirinho

 

Van queimada ao lado do campo de concentração (foto de Mariana Parra)

 

Van queimada ao lado do campo de concentração

 

Van queimada ao lado do campo de concentração

 

População cerca carro carregado de pães (foto de Mariana Parra)

 

 População entrando no campo de concentração para ser "cadastrada"

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Blog do Tsavkko

 

 

Privataria Tucana: video sobre o livro que revela corrupcao entre PSDB, Midia e Daniel Dantas Tags: privataria tucana privatização corrupção PSDB FHC Serra Daniel Dantas Rede Globo Folha de São Paulo Estadão Veja PIG livro do Amaury

 

A Privataria Tucana

o livro que revela corrupção entre PSDB, Mídia e Daniel Dantas

 

 

"Privataria Tucana": o vídeo sobre a reportagem da década

Em entrevista transmitida ao vivo pela internet na noite de sexta-feira (9), o jornalista Amaury Ribeiro Jr deu detalhes de algumas das operações financeiras fraudulentas que descreve em seu livro, "A Privataria tucana". As respostas não popuparam os tucanos, a imprensa e até o PT. O autor foi entrevistado, por cerca de três horas, pelos jornalistas Renato Rovai, Rodrigo Viana, Luis Nassif, Luiz Carlos Azenha, Gilberto Maringoni, Conceição Lemes, Altamiro Borges e outros. Vale  ver até o fim.

 

 

A obra trata de desvios de recursos durante as privatizações de empresas públicas no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Sobre o episódio em que foi acusado de montar dossiês contra lideranças do PSDB durante a eleição de 2010, o jornalista reiterou a versão apresentada à época, de que houve "fogo amigo" dentro do próprio PT.

Para o autor, as privatizações do período tucano tiveram um único propósito: "Foi para algumas pessoas enriquecerem, acumular fortuna pessoal. Não teve nada a ver com progresso, bem do país, nada disso". Segundo ele, José Serra, ex-governador de São Paulo e candidato derrotado à Presidência da República em 2002 e 2010, foi um dos principais beneficiários das "maracutaias" financeiras da venda de estatais.

O teor do livro reforça sua convicção. "Mais da metade do livro é documento, não é texto (opinativo). E são documentos disponíveis pra consulta aberta, não tem nada conseguido com sigilo, estão na Polícia Federal."

 

 

O jornalista disparou diversas críticas à imprensa que, segundo suas investigações, mantém laços financeiros com grupos econômicos e políticos. "O (banqueiro) Daniel Dantas é sócio da Abril, manda na Veja", acusou. Também avaliou o papel que setores da mídia desempenharam na campanha presidencial de 2010 - "A imprensa foi canalha com a Dilma."

Para Ribeiro Júnior, o despreparo de grande parte dos jornalistas do país contribui para que esquemas de lavagem de dinheiro passem praticamente despercebidos do grande público. "Não é fácil seguir o caminho do dinheiro. As leis dos países facilitam a existência de paraísos fiscais e de empresas offshore. O público só se interessa quando aparece dinheiro em cofre, dentro de meias ou de cuecas. Mas isso é insignificante perto do que essa gente do poder faz."

O jornalista disse esperar que seu livro contribua para que sejam criados mecanismoss para regular o mercado financeiro mundial "Tem acabar com parcerias de empresas brasileiras com entidades off-shore, operações casadas em bolsa de valores, poder abrir empresas em paraísos fiscais e operar em outros países. Enquanto isso não acontecer, o crime organizado vai sempre nos vencer."

 

Fogo amigo

Ribeiro Júnior reiterou a versão apresentada durante a campanha eleitoral de 2010 de que foi vítima de uma disputa interna no PT quando foi acusado de ter forjado dossiês contra lideranças do PSDB. À época, circularam declarações de imposto de renda de tucanos que teriam envolvido quebra de sigilo junto à Receita Federal.

O jornalista atribuiu ao deputado estadual Rui Falcão (PT), atualmente presidente do PT, que disputava espaço dentro da campanha com Fernando Pimentel, hoje ministro do governo Dilma, a origem da acusação. Em abril deste ano, Rui Falcão chegou a ingressar na Justiça com queixa-crime contra Amaury Ribeiro Júnior.

Fonte: Rede Brasil e o canal de HervalJ do Youtube.

Fonte: Vermelho

 

APROVEITE E VEJA COMO O PSDB TRATAVA O POVO BRASILEIRO

 

Espalhem o vídeo para que esse bando de ladrões nunca mais volte ao poder no nosso país!

 

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