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Página anticomunista do Facebook promove festival racista Tags: racismo antissemitismo anti-semitismo antijudaísmo judeu negro Facebook Veja conservadorismo extrema-direita fascismo nazismo internet
 
Página anticomunista do Facebook promove festival racista
Por Cristiano Alves
 
Se alguém tinha dúvidas de que o racismo e o anticomunismo andam de mãos dadas, os extremistas de direita respondem a essa pergunta. Na rede social "Facebook", uma página chamada "Contra a praga vermelha" promove um verdadeiro "show" de anticomunismo e racismo(não apenas contra negros, mas também contra judeus, ficando em falta apenas o componente eslavófobo para coroar o hitlerismo da página).
 
Página racista no Facebook pregando o racismo antinegro e antissemita. Só faltou mesmo a eslavofobia.
 
O racismo antinegro é uma prática comum no Brasil, uma prática que visa mostrar ao negro "o seu lugar", prática essa vista com entusiasmo entre jovens de classe média branca, indiferentes ao problema do negro no Brasil, e que estão preocupados apenas com a manutenção de seus privilégios, chegando a promover atos contra direitos sociais como as cotas raciais, onde crianças que nada sabem sobre o que defendem simplesmente exigem o fim das cotas e qualquer iniciativa que vise a promoção de uma parcela excluída da sociedade, especialmente aquela de cor negra. Esse tipo de "festival" não é nenhum "acidente" ou "mera fatalidade", trata-se de um ato consciente e organizado por uma parcela da população geralmente branca, de classe média, digitalmente inclusa e leitora de revistas de extrema-direita como a Veja, telespectadora de fascistas travestidos de humoristas como Danilo Gentili ou ainda de vídeos do jornalista Olavo de Carvalho, emigrado brasileiro que promove o ódio em seus vídeos que se propõem a combater a "maldita ditadura comunista que toma conta do Brasil". Comentários e páginas do tipo não são fatos isolados, quando a presidenta Dilma Roussef foi eleita no Brasil, o Twitter rapidamente sofreu um tsunami de mensagens racistas que exigiam o "afogamento de nordestinos", a matança de negros, que nordestinos mortos de fome fossem exterminados, apedrejados, etc. Enquanto o povo do Nordeste enviou milhares de quilos de alimentos para as vítimas da enchente no estado sulista e teutodescendente de Santa Catarina, quando enchentes atingiram o estado nordestino de Alagoas, isso chegou a ser comemorado por parte da classe média do Sudeste, especialmente do estado de São Paulo. Num estado ultraconservador e homofóbico,  onde o que importa é aumentar os lucros do capitalismo, onde ler é considerado "coisa de gay" e negros são fuzilados pela PM por ter uma Bíblia "confundida com  arma de fogo"1, ideias reacionárias ganham força tremenda, encontrando latifúndios de espaço em jornais como a Folha de São Paulo ou a revista Veja, os almanaques intelectuais da classe média alta. Essa classe média, uma vez contaminada com o veneno conservador, neofascista, ou seja lá como a referida turba se denomina, acaba por se tornar um referencial para a população brasileira, uma intelligentsia que em vez de promover valores humanistas, promove apenas valores fascistas, fazendo a roda da história no Brasil girar para trás.
 
A página do Facebook "Contra a praga vermelha" evidencia a forte união entre o anticomunismo e o racismo
 
O Brasil tem um histórico de ideias racistas? Embora tenha sido o único país da América Latina a enviar tropas para combater o Eixo, o que ajudou o Brasil a resolver uma dívida histórica com os trabalhadores alemães, já que a maior votação a favor de Hitler fora da Alemanha se deu no Brasil, o Brasil abrigou criminosos de guerra como Josef Mengele e elegeu nazistas como Filinto Müller, o mesmo que enviou a alemã Olga Benário para a Alemanha nazista. Nos tempos do Império, o imperador Dom Pedro II promoveu o "Plano Nacional de Embranquecimento", em acordo com as ideias de Gobineau, considerado o "papa do racismo" e amigo pessoal de Dom Pedro II. Embora haja nos dias atuais um esforço para combater o racismo na sociedade capitalista brasileira, uma atividade comparável a enxugar gelo, uma vez que capitalismo e racismo são duas faces da mesma moeda, cada vez mais a OAB e o Ministério Público tem tentado coibir a incitação do ódio contra indivíduos em razão de cor ou etnia. Em se tratando de sites, esse combate ainda é irrisório, pois a denúncia de sites racistas geralmente só resulta no apagamento de tais páginas, deixando o criminoso impune, em liberdade, um tratamento distinto daquele concedido a milhões de negros no Brasil, criminosos ou não.
 
No Brasil é mister a formação de um partido revolucionário que venha a guiar as massas através de quadros bem preparados e formados na escola do marxismo-leninismo, a única alternativa sensata ao modelo arcaico e cripto-fascista que existe no Brasil, capaz nos corações e mentes valores humanistas, a fim de criar no Brasil um novo homem e enviar toda a escória e a podridão reacionária, os inimigos do povo, para lugares onde estes possam construir algo de útil para a sociedade e se reeducarem através do trabalho corretivo.
 
 
 
 
Dia da Consciencia Negra - A historia da menina Ruby Bridges Tags: dia da consciência negra racismo Ruby Bridges direitos civis Estados Unidos preconceito racial Educação negro conscientização dignidade

 

A história da menina

Ruby Bridges

O racismo existe em todos os continentes. No entanto, o racismo dos Estados Unidos foi, sem dúvida, bastante documentado nos Séc. XIX e XX. Após a Guerra Civil Americana, o etnocentrismo dos brancos na região sul tornou-se catastrófico. Com a libertação dos escravos, através da aprovação da 13a Emenda à Constituição americana, tendo sido ratificada no final de 1865, um conjunto de normas foram criadas visando a discriminação dos negros americanos. Desde então, os EUA tornaram-se um dos países com maiores taxas de racismo no mundo.

O caso da menina Ruby Bridges é bastante posterior, em 1960. Com 6 anos de idade, Ruby tornou-se voluntária, pelos seus pais, para participar de um procedimento de integração em uma escola de “All-Whites”. O acontecimento foi proporcionado pela NAACP - Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor -, tornando Ruby a primeira aluna afro-americana em um escola no sul, chamada “William Frantz Elementary School”, de Nova Orleans.

Sem dúvida, em palavras o acontecimento tem seus méritos. Contudo, o que pensar se observamos a famosa foto ao lado? Antes de Ruby chegar ao colégio pela primeira vez, os pais entraram nas salas e retiraram seus filhos do local. Os professores também se recusaram a dar aula, com exceção de uma, chamada Barbara Henry. A menina de 6 anos teve “aulas particulares” na escola durante aproximadamente 1 ano com essa professora.

O conturbado período forçou Ruby a entrar e sair do seu local de estudo, com freqüência, na presença de adultos. Os protestos do lado de fora eram constantes. Alguns casos impressionam: uma mulher protestava do lado de fora com um caixão de criança coberto por uma camisola negra. Outro caso foi relacionado a mais uma mulher, que prometia envenenar a menina. Essa situação obrigou a Ruby Bridges a nunca ter lanchado no colégio. Os pais também não escaparam. Foram perseguidos e o pai perdeu o emprego.

O acontecimento, porém, possui bons exemplos. A comunidade negra, com alguns integrantes brancos opostos ao racismo, tentaram ajudar. Um vizinho conseguiu outro emprego para o pai de Ruby. Além disso, em protesto, algumas famílias brancas continuaram a enviar seus filhos ao ”William Frantz Elementary School”. Atualmente, Ruby Bridges ainda vive em Nova Orleans. Criou, em 1999, a Fundação Ruby Bridges que, além de combater o racismo, trabalha com inclusão social.

Como já dizia nosso falecido Bob Marley, “enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos, haverá guerra”.

Ruby saindo da escola, escoltada pelos federais

 

Manifestação na frente da escola

​Fonte: Blog Novo e Antigo

 

Veja que absurdo! Racismo na Disney

Veja o documentário sobre o Apartheid sobre a ditadura racista da África do Sul 

Veja a vergonha nacional! Entrevista racista no Jô Soares

Veja o documentário anti-racismo De Olhos azuis - Blue Eyed

 

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