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VEJA atacando o Twitter e Globo proibindo propaganda de Haddad é um bom sinal

Acima um cidadão brasileiro está adormecido por toda alienação que Veja e Globo colocaram em sua cabeça. Twitteiros tentam fazê-lo acordar e enxergar a realidade.
O blog está voltando à ativa apesar do ridículo modem da VIVO. Vou comentar nesse post o comportamento histérico da mídia conservadora nesses últimos dias.
Primeiro fato interessante foi a revista mais vendida (sem trocadilho) do país criticar os twitteiros que pediram que o jornalista Policarpo desse explicações à CPI. (A Polícia Federal grampeou ligações que mostravam que o bicheiro Carlinhos Cachoeira, com ajuda de Policarpo, plantava informações falsas e/ou verdadeiras na VEJA para derrubar políticos do governo e favorecer seu esquema de lavagem de dinheiro). A revista publicou uma matéria em que afirmava que o PT a mando de Rui Falcão estava controlando perfis fantasmas no twitter para atacar a revista.
Por que acho isso um bom sinal? Ora, porque o twitter apesar de ter crescido muito, ainda tem alcança bastante limitado no Brasil. Eu sei disso porque tenho alunos que ficam o dia todo na internet mas a maioria não tem twitter ou tem mas não usa. Isso se deve a própria característica da rede social que a torna bastante chata para iniciantes. Que graça tem um twitter se você tem poucas pessoas que o seguem? O que escrever se quase ninguém irá ler ou interagir? quando é ultrapassada essa etapa a rede social se torna mais atraente, no entanto, geralmente a primeira impressão é a que fica e muitos usuários desistem de usá-la.
Então, por que uma revista com o alcance da VEJA perderia tempo se irritando com isso? A resposta é simples. Sinal de decadência, de confusão, falta de rumo. A Veja não sabe quem atacar. Percebi esse mesmo desespero na Rede Globo: a popularidade crescente de Dilma, e as recentes medidas progressistas do governo (queda da taxa selic, diminuição do spread bancário, Comissão da Verdade, ameaça de Veto integral ao novo código florestal, Brasil Sem Miséria) devem ter deixado Ali Kamel, o reacionário diretor de jornalismo da Globo, de cabelo em pé.
As demissões em massa de ministros no primeiro ano do governo Dilma, o aumento da taxa selic e o engavetamento da lei que regularia as comunicações no Brasil deram uma falsa impressão à mídia conservadora de que Dilma poderia ser mais facilmente intimidada por pressões da imprensa. Grande engano, Dilma mostra ter muito mais coragem que o Lula. Sem querer desmerecê-lo, mas na minha opinião, apesar das grandes conquistas no área social, em outras áreas Lula falou muito e fez pouco. Não incomodou os bancos e colocou na área econômica dois aliados do sistema financeiro: O Ministro da Fazenda Antônio Palocci e o presidente do Banco Central Henrique Meirelles. O primeiro só saiu do governo depois de violar o sigilo bancário do caseiro que havia feito depoimento contra ele na CPI e o segundo ficou até o fim dos 8 anos do governo Lula. Alguém pode imaginar como o Brasil estaria hoje se a redução do spread bancário e da taxa Selic fossem feitos no primeiro mandato do ex-metalúrgico?
Dilma comprou briga com os bancos, com os militares e com os latifundiários e tem apoio popular para resistir ao contra-ataque. Daí o desespero da Rede Globo que não quis veicular a propaganda eleitoral de Fernando Haddad para a prefeitura de São Paulo. Somente isso explica que uma emissora do tamanho da Globo arriscaria sua credibilidade por medo de um candidato que tem (infelizmente) remotas chances de ganhar as eleições. Isso me lembrou a ridícula tentativa da mídia em esconder que Dilma era candidata de Lula no início de 2010. Como se não fosse haver um imenso horário eleitoral gratuito do PT antes das eleições.
Sugiro que preparemos a pipoca e a cerveja e vejamos de camarote a desesperada decadência de nossa Grande Imprensa. Vai ser divertido!
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In: Mapas estereotipados mostram o mundo na visão dos americanos
by: eduardolm17